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"Hospitais precisam de equipamentos mais modernos" por Luiz Mattos
10/07/2009
 

As doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pelas maiores taxas de mortalidade no Brasil e no mundo. Dados do Sistema Único de Saúde apontam cerca de 300.000 óbitos ao por ano relacionados a doença arterial coronária e o acidente vascular cerebral, o que representa 821 mortes por dia, 34 a cada hora e uma a cada dois minutos. Quem alerta é o presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Luiz Alberto Mattos, que também chefia o Departamento de Pesquisa em Cardiologia Invasiva do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Segundo ele, esses dados mostram a importância da pesquisa e do crescimento da cardiologia intervencionista, considerada uma "super-especialidade" da cardiologia clínica, e da necessidade de ampliação do atendimento em todo o Brasil, com uso de equipamentos específicos que auxiliam, nos exames.

Apesar da importância dessa super especialidade,  a quantidade de cirurgias cardiológicas intervencionistas no Brasil ainda em baixa em relação a Europa e aos Estados Unidos. Um dos problemas, segundo ele, é que esses serviços necessitam de equipamentos radiológicos específicos, escassos na região centro-oeste e em cidades com menos de um milhão de habitantes, e com concentração excessiva nas capitais das regiões sul, sudeste e norte-nordeste. “O cenário brasileiro é um misto de equipamentos antiquados, necessitando imediata reposição, pois oferecem limitações e exames de qualidade inferior.  Apesar de termos em outro extremo serviços de excelência com reposição freqüente e atualização permanente de equipamentos”.

Apesar disso, ele destaca a melhoria do cenário brasileiro nos últimos dez anos, mas alerta que cerca de 30% a 40% dos hospitais que abrigam serviços de cardiologia e radiologia intervencionista necessitam de equipamentos mais atualizados. Por isso, a importância do encontro  anual da SBHCI, realizado desde 1977, para promover educação continuada, demonstração e discussão de novas técnicas intervencionistas, envolvendo fármacos, dispositivos e equipamentos. Luiz Alberto Mattos, presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista

Fonte: Departamento Marketing
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